domingo, 29 de novembro de 2009

Enquanto houver sol, ainda haverá.


De verdade, eu tenho medo do que está por vir. Eu sei, ainda não acabou, e tento ter fé pra não desanimar, pra acreditar que o que vem por aí vai ser melhor. E é assim, tão pouco pode resolver o nosso destino. Mas, como sempre, ainda há esperança: esperar, confiar...É tão pouco o que desejamos pra nós(isto eu falo diante dos tantos problemas que muitos enfrentam no mundo), mas como pensamos ser nossa única chance, a coisa mais importante, aí só nos damos conta do que nos interessa. Pra ser sincera, neste momento eu não estou pensando muito no que não me interessa e a justificativa que eu me dou é a de que eu preciso disso pra ser útil, pra poder então pensar em todos, em tudo. Tomara que todos esses "projetos" e desejos, que tanto tomam meus pensamentos, não se esvaiam com o tempo, que eu consiga aimentá-los a cada dia até o momento de realizá-los, de serem postos em prática.
Ah,... amanhã o sol nasce de novo! ;)

domingo, 22 de novembro de 2009

"O Brasil não tem povo, tem público." (Lima Barreto)


Faz uns dias que eu ouvi a frase mais bem colocada sobre o nosso povo, ela resume exatamente o que acontece. É verdade. O brasileiros são um público sempre assistindo a tudo o que acontece: escândalos, 'revoluções', e principalmente na plateia quando o assunto é o governo deste país. Mas se há a quem se culpar, de verdade, não sei a quem, porque há muito as coisas funcionam assim por aqui(ou não funcionam!). A nossa "independência", a proclamação da república e outros eventos históricos não tiveram a participação popular. Desde aquela época era uma minoria que fazia as mudanças no país de acordo com seus interesses. Getúlio na época da revolução de 30 chegou a dizer que ele mesmo teria que fazer a revolução antes que o povo a fizesse, ou seja, desde sempre a população esteve à margem dos acontecimentos importantes do nosso país. Talvez isso seja um aspecto cultural, e é assim que vem a crítica às nossas tradições, o brasileiro, apesar de ser maravilhoso, tem o perfil que determina os caminhios que a nação toma. Na verdade, o que eu quero dizer é que, por mais haja empecilhos, nós temos que ser brasileiros atuantes, estar atualizados com o que acontece aqui e lutar por um país melhor, mesmo que pareça que não há jeito.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

imagem: "Menininha vomitando esperança."


Quanta esperança há em todos nós... Por mais que digam que não vai dar certo, ou que é impossível há sempre esperança. E tê-la é essencial, acho que quando minha esperança 'morrer' eu morrerei com ela. Vejamos o exemplo da religião, eu mesma não conseguiria viver sem minha fé, ela é muito forte dentro de mim. Acho que nós temos que acreditar. Só acreditar. Precisamos disso, de algo que nos conforte e nos encha daquela esperança. Nós precisamos acreditar com mais fé, não importando a religião que sigamos. E, com isso, eu posso afirmar que a minha alma espera em Deus porque é D'Ele que vem a minha esperança. É de Deus que vem a força que me faz seguir hoje, que não me faz desistir.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Meu "eu"


Não sei se eu tenho o meu 'eu lírico', nem sei também se isso existe mesmo. Mas se tantas obras foram "culpa" deste 'eu', ele deve ser aquilo que temos de melhor em nós. E é assim que tudo deve ser feito: com o melhor que podemos fazer. É por isso a grande indecisão do que fazer pro resto da vida, é preciso gostar muito e se dedicar ao que nos prestamos a fazer. É o que eu quero. Passar minha vida realizando meus desejos, e fazendo o melhor, o melhor do que eu posso ser! Talvez aquele "eu lírico" esteja, sim, dentro de mim e seja exatamente o que alimenta meus sonhos, os quais são tão intensos que meu coração arde de vontade de realizá-los. E eu vou realizar todos. ;)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sentimento do mundo


Quando eu pensava em escrever era assim: me lembrava de tudo o que já tinha lido, pra me espelhar(talvez) no que os grandes escritores faziam. Hoje são tantos deles em minha mente , que agora eu acho que escrevo com um pouco de cada um deles. Como exemplo, eu tenho um pouco da melancolia de Carlos Drummond de Andrade, e da sua consciência sobre o mundo também. Eu fui obrigada a conhecê-lo, afinal ele é um grande poeta modernista e o modernismo cai no vestibular :S Mas não é difícil gostar da sua poesia. Em Sentimento do Mundo ele mostra um lado do autor que se preocupa com os desmazelos do mundo em que vive, e é nisso que eu também penso: em como poderei não só me preocupar, mas agir. Neste Brasil em que a maioria não sabe nem quem foi Drummond, que não sabe o que é uma poesia, porque, afinal, para quem não tem nem o que comer ou onde morar, pensar em literatura é meio impossível...