domingo, 5 de dezembro de 2010

Primavera

                                Não amarás o próximo, só a ti mesmo


  
   Quando se pensa em amor, vem à mente os romances da ficção, aqueles com finais felizes. Mas, a maioria sabe que o idealismo romântico, retomado com as telenovelas, não é real. Pois, o mundo contemporâneo é egoísta, característica que diverge das definições de tal sentimento.
   Diante do exagero do consumo e da busca constante pela satisfação pessoal, se percebe, nesta sociedade, a dificuldade de tantos em viver relações estáveis, seja com um companheiro, ou pessoas de outros laços afetivos. Isso é percebido através da banalização do casamento e, por conseguinte, a falência da instituição familiar; fatos que levam ao descrédito em relação à sobrevivência da amabilidade.
   A maneira como os indivíduos vivem não nos permite acreditar num futuro promissor para o amor, já que ele é generoso e requer entrega de ambos. Essa descrença ocorre ao perceber-se que a paixão se tornou mais importante, todos querem viver intensamente, mas só conseguem ir até onde lhes convêm, pois nas primeiras divergências não se aceitam.
   Desse modo, por mais complicado que seja mudar as perspectivas para essa maioria, não se pode esquecer dos tantos que ainda defendem e divulgam o ato de amar. E, para não deixar os romances na recordação de um passado remoto, deve haver a consciência de se formar uma memória amorosa hoje, para que o primeiro dos mandamentos não seja distorcido.


Larissa

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Primavera

   Nunca pensei que o encontraria. Daquele jeito, como cantou Chico Buarque em "A bela e a fera". Mas eu encontrei, estava debaixo do meu nariz. 
  Que loucura tudo isso! Que inveja senti daquela "vida", presente em seus poemas, e como daria tudo tudo para que fossem meus! Agora não há tempo, e não o há em todos os seus sentidos, o tempo passou, e o seu tempo não era meu também. 
   Nunca me surpreendi tanto com alguém, e nunca quis desesperadamente um dia a mais, uma conversa a mais, como agora. Que tristeza dizer que já passou a minha chance, que é melhor pensar outras coisas, as quais são realmente palpáveis. Fiz o que pude, mas não dependia de mim, esperneei como uma criança ao lhe ser negado um brinquedo muito desejado, bati o pé que não poderia deixar escapar, mas como não deixar? Não há mesmo o que fazer, e, sinceramente, não foi minha culpa, menos ainda dele. 
   A lembrança do que poderia ter sido entra para a listas das infindáveis "como seria?" ou "porque não aconteceu?", que enchem de nostalgia as minhas lembranças. Bons eram os tempos em que me perturbavam as rodinhas da bicicleta ou os cabelos das bonecas... eu sei,  não há mais bonecas, ou há, mas elas não significam mais a mesma coisa. Hoje, os contos de fada são uma fuga dessa realidade constante e avassaladora, a magia está dentro e permeia universos evasivos do meu inconsciente. Espero que dentro desses universos se insiram novos poetas, desta vez, verdadeiramente.

Larissa

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Primavera

Corpo e alma, tudo dói.




M-tem um sonhu
Um sonhu grandi
Reidi bunitu
Xeiu di lus ♪


Larissa

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Primavera

"Espírito Santo, repousa sobre nós!"


    É sempre assim. Em todas as outras vezes foi assim. Mas agora é diferente. Tudo está diferente, a alma, o céu, o sol, a relação com Deus, a percepção do que realmente importa. Demorei um pouco pra perceber certas coisas da minha fé, mas como tudo que é de Deus, veio na hora certa. Extraordinariamente sentido, absolutamente dentro do meu coração, intimamente me falando, está o Espírito de Deus. Ele está comigo e me conforta, me acolhe, me guia, me leva a entender e a suportar tudo. Agora eu sei o que é esperar em Deus, eu entendi, e me sinto muito feliz por isso. Há muito ainda a ser mudado em mim, e a mudar nos que me rodeiam, mas sentir o amor de Deus todos os dias foi a maior descoberta que eu já fiz, e a melhor, com certeza.
 

Larissa

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Primavera

   Disse, certa vez, o escritor Lima Barreto: "O Brasil não tem povo, tem público", e é isso que exprime a realidade da falta de engajamento social e político dos cidadãos brasileiros. Reclusos em suas indignações, esse  povo não se manifesta frente aos muitos escândalos que acontecem no país.
    Ética e moral são elementos básicos para a formação de um cidadão, as quais florescem em cada um a partir da educação que lhes é oferecida; tanto em casa, com a família; como no convívio do ambiente escolar. E se todos devem aprender sobre ética, devem também aprender a cobrá-la dos governantes e de todos os que os rodeiam.
   Se retomarmos ao nosso passado, veremos, então, que essa acomodação já se tornou um aspecto da nossa cultura, o qual pode ainda ser mudado. As novas gerações não devem continuar alheias às mudanças que ocorrem, devem buscar exemplos no passado e ver que o futuro pode ser diferente, Pois, a nossa história está cheia deles, como a "independência" ou a proclamação da República, fatos que ocorreram sem a participação popular.
   Então, quando tornarmos públicas nossas indignações e tirarmos do esconderijo de nossas casas o tom de protesto que possa nos "inflamar", estaremos prontos a lutar pelo fim da corrupção em nosso país. Porque não devemos desistir de mudá-lo, mesmo que pareça impossível.

Larissa

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Primavera

"Eu só conheço as minhas lágrimas, senhor! As dos outros eu apenas vejo."  Larissa Tenório





Voy caminando en tormentas electricas
Buscando algún territorio neutral
Donde no escuche de ti
Donde aprenda a olvidar
A no morir y a no vivir
Tan fuera de lugar ♪

Primavera

O que realmente importa leva tempo. O que vale a pena dá trabalho.






O tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Se não for devagar
Que ao menos seja eterno assim ♪




sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Primavera

" Há quem diga que todas as noites são de sonho. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. Mas no fundo isso não tem importância. O que interessa mesmo não são as noites em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha  sempre. Em todos os lugares. Em todas as épocas do ano. dormindo ou acordado." William Shakespeare
 * 

   Quantos sonhos se foram com o sol? A cada dia há pessoas deixando os sonhos irem com ele. A única certeza que temos do sol é que ele sempre volta e os sonhos podem se perder no tempo e no espaço para sempre.
   Quantos sorrisos foram calados por atos impensados ou palavras mal proferidas? Tais sorrisos fariam tão bem a alguém que precisasse de alegria...
   Quantas estrelas não foram prometidas por amor? Aquelas que assistiram às mais belas cenas românticas.
   Quanta tristeza não há em tantos corações no mundo? Tristeza não só de quem é triste, mas de quem não se deixa alegrar.
   Quantas vidas não se desfizeram sem motivo? Ou, talvez para tudo há uma razão neste mundo, talvez não seja "só isso"; talvez, sem percebermos , o que acontece é certo, mesmo parecendo errado...

Larissa

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Primavera

Eu sou brasileiro, eu sou marineiro, eu sou MA-RI-NEI-RO ! ♪

Ainda há jeito, Marina silva 43!




domingo, 26 de setembro de 2010

Primavera

Como seria bom se essa maioria mudasse de mãe: da ignorância que a faz massa de manobra para a lucidez que a fizesse tomar decisões mais dignas... Com este pensamento de Lya Luft, percebemos o quão falho é a democracia aqui, será que todos escolhem mesmo, ou são apenas marionetes induzidas por uns e outros poderosos? E, até que ponto o poder pode mudar os ideais de uma pessoa? Bom, todos deveriam entender a política, e, principalmente, ter caráter para poder fazê-la funcionar; mas, acho que isso é sonhar demais. Por enquanto, fiquemos com nossa indignação retraída.

Aí segue trechos de uma entrevista com Hélio Bicudo, ex-petista, que mostra a coerência que todos deveriam ter, que saiu do barco estrelado quando os peixes começaram a apodrecer...

-A democracia está sob ameaça? Acho que sim, porque o presidente da República ignora a Constituição, se acha acima do bem e do mal, e, com uma vitória que está delineada em favor da sua candidata, concentrará todos os poderes da República em suas mãos, além do apoio da maioria dos Estados e da população em geral. Com uma pessoa com esse potencial, e que não vê no ordenamento jurídico do país a maneira de estabilizar as discussões e debates, o Brasil pode caminhar para uma ditadura civil, sem dúvida.
- Depois de 25 anos no PT, imaginou que isso pudesse acontecer? De início, não, mas no final, achava que aconteceria essa reviravolta. Foi marcante aquela carta aos brasileiros que Lula escreveu antes da sua primeira eleição, demarcando uma posição muito mais para o neoliberalismo do que para o socialismo.
- Vê diferenças entre o neoliberalismo de FHC e de Lula? Não há nenhuma diferença, porque quem comanda as decisões políticas hoje, como ontem, é o próprio capital.
- O PT indicava uma prática diferente? O PT fazia uma oposição bastante forte nos governos Sarney e Fernando Henrique. A partir do governo Lula, a unanimidade popular que ele foi conquistando afastou a oposição do seu caminho. E o que aconteceu? Sobre o mensalão e os outros atos de corrupção apontados, nada se fez. Quando Lula diz que é presidente da República até sexta-feira à noite, e depois fecha a gaveta e só volta na segunda-feira, pratica crime de responsabilidade. Afinal, como presidente ele jurou obedecer às leis do país. E a Constituição não permite que um presidente da República participe da campanha eleitoral como ele está participando. É crime que leva ao impeachment, mas nem os partidos políticos, nem a sociedade civil movem nenhuma pedra contra isso.
- O que esperar de Dilma? Quem continuará mandando no país vai ser Lula. Dilma diz que ela é o Lula. Então as coisas continuarão como estão, com a mesma corrupção, o mesmo manejo da coisa pública.
- Imaginava voltar às ruas em defesa da democracia? A gente fica frustrado, depois de uma longa luta em prol da democracia, ver o que estamos vendo. E acho que não temos democracia, até pela maneira pela qual se conduz a vida pública, onde um grupelho toma conta do governo, pondo nele seus parentes, seus amigos... Não é o governo do povo. Veja a própria constituição do Supremo Tribunal Federal, onde não se fez uma consulta maior para a escolha dos ministros. Ela foi pessoal, feita pelo próprio presidente. Leis passam na Câmara e no Senado, por atuação da presidência da República, que transformou o Legislativo em algo sem a menor expressão. [...] Quem manda no país, passa por cima das leis é ele, Lula. Vai eleger a presidenta que fará o que ele quiser.
- Como vê Lula? Um homem inteligente, que poderia usar essa inteligência para implementar e fortalecer a democracia no país, mas optou por incrementar o poder pessoal. [...] Ele sempre mandou no partido, afastou as lideranças que pudessem competir com ele. É o dono, sente-se acima do bem e do mal.
- Os escândalos e o ‘eu não sabia’: Ele sabia de tudo, deixou as coisas escaparem. A oposição não atuou e, hoje, chegamos onde estamos.
- Incompetência da oposição? Foi inexistência de oposição.
- A saída do PT, em 2005: Saí porque achei que o partido não estava trilhando a estrada que havia traçado no seu nascedouro. Ele deixou de representar o povo. Pode até ter o voto do povo, mas representa os interesses daqueles que o comandam.
- Lula e a imprensa: Olha, Lula vive dizendo que a imprensa o prejudica. Eu acho que é o contrário. [...] A imprensa tem ajudado Lula e seus candidatos. Você não pega um jornal, um programa de televisão, que não exiba um retrato dele. O povo não vê o que está escrito além dá manchete. Funciona como propaganda.
- Lula e a popularidade: Mis-en-scène... Pergunto: com tudo isso, o que o Brasil conseguiu, do ponto de vista internacional? Zero. A questão da popularidade não tem relação com a eficiência. Olha o caso do Irã. Tem maior vergonha do que isso? Nossa política externa é péssima. O Brasil não conseguiu colocar uma pessoa em cargo relevante no conceito internacional. Em matéria de Direitos Humanos, botaram lá em Genebra uma pessoa que jejuna nessa área. E onde estão os direitos humanos no Brasil, onde o presidente aceita que a Lei de Anistia contemple também torturadores? E a compra de 36 aviões de caça? Uma brincadeira, desperdício de dinheiro público...
- O ‘ato contra o golpismo midiático’, com CUT, UNE, movimentos sociais e políticos governistas: Lula sempre diz que há uma revolução midiática para retirá-lo do poder. Os pelegos dele é que fizeram o movimento em contrário ao nosso.
- O manifesto pró-liberdade de expressão: Ontem, mais de 20 mil pessoas já tinham assinado o nosso documento. A semente foi plantada, e agora depende da sociedade. Porque o problema é também de pós-eleição. Repetindo o que já foi dito: se você não vigia, não tem democracia. Deve-se vigiar permanentemente quem governa o país, para que não haja desvios. Seja quem for eleito, independentemente do partido político.
- Vê méritos neste governo? A questão é: o que o governo pretende com sua atuação? Para mim, só autoritarismo.
- O convívio com Lula: Sim, mas os tempos mudaram completamente. Ele acabou com as lideranças do partido, e lançou uma pessoa que nem era do partido, tradicionalmente, à presidente. Hoje o PT não tem diferença nenhuma dos outros partidos.
- A opção por Marina Silva: [...] Entre os candidatos que estão aí, é ela quem tem as melhores condições, do ponto de vista de sua vida, do trabalho que já fez e se propõe a fazer...


Larissa

sábado, 25 de setembro de 2010

Primavera


Nos Veremos Otra Vez

Serú Girán

Composição: ValeSin
Aunque te abraces a la luna
aunque te acuestes con el sol.
No hay más estrellas que las que dejes brillar
tendrá el cielo tu color
no estés solo en esta lluvia
no te entregues por favor!
Si debes ser fuerte en estos tiempos
para resistir la decepción
y quedar abierto, mente y alma,
yo estoy con vos.
Si te hace falta quien te trate con amor
si no tenés a quien brindar tu corazón
si todo vuelve cuando más lo precisás
nos veremos otra vez.
No estés sola en esta lluvia
no te entregues por favor.
Si debes ser fuerte en estos tiempos
para resistir la decepción
y quedar abierto, mente y alma,
yo estoy con vos.
Si te hace falta quien te trate con amor
si no tenés a quien brindar tu corazón
si todo vuelve cuando más lo precisás
nos veremos otra vez. ♪

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Inverno

Perspectivas para a saúde pública no Brasil, Contexto.

   A saúde é um direito universal que é bem estabelecido nas leis da maioria dos países. Tal direito integra o acesso fácil e decente à manutenção da saúde pública e atrela não só cuidados médicos, mas outros fatores que resultam numa vida saudável, como habitação, lazer, emprego digno, entre outros. Porém, apesar de bem redigidas, na prática essas legislações estão longe da realidade.
   Historicamente, o livre acesso a uma vida salubre para todos foi claramente reconhecido, a nível internacional, em 1948, com a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Mas, embora os líderes de organizações, como a OMS da ONU, preguem que a salubridade deve ser para indivíduos de qualquer classe, etnia ou religião, as disparidades econômicas entre as nações formam uma barreira para a execução dessa norma.
   No Brasil, além da desigualdade em face a outros países, esta impera dentro dele, sendo ela a maior causa de uma maioria viver em condições insalubres. Ainda como agravante dessas diferenças, há o acesso restrito aos progressos da ciência, os quais chegam a poucos cidadãos e não são implementados no precário sistema público(SUS). Tal sistema não nos faz crer que haja, nos próximos anos, uma melhora significativa nessa área. Todavia, a globalização gera uma rápida troca, não só de informações, mas também de doenças, porém, antes de pensar em epidemias, deve-se cuidar dos problemas básicos, como o saneamento e a erradicação de doenças simples.
   Assim, o futuro da saúde pública está longe de ser promissor, mas o esforço para mudar essa realidade deve ser feito através de programas apropriados nesse setor. Sendo eles focados na infra-estrutura para o atendimento, na formação de profissionais e nas condições de vida saudável que devem ser oferecidas, principalmente, à parcela pobre da população.


Larissa.


Ando tão à flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele
Tem o fogo
Do juízo final... ♪

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Inverno

Maceió, 12 de Setembro de 2010.


  Senhores do mundo,


   Pensei e creio que posso assegurar-lhes que vocês roubam todos os dias os meus sonhos. E, nesta, venho compartilhar com vocês uma descoberta infeliz: a pouco cheguei à conclusão de que sonhar dói muito, sonhar dói demais. E vejam que coisa triste! Mas se não compreendem, explicarei. Vocês roubam meus sonhos ao me privar da beleza de realizá-los, me roubam ao me mostrar uma realidade construída ao longo de séculos por gente como vocês. Uma realidade dura, que, sinceramente, não me faz ver nenhum sentido nesta vida. Eu lhes pergunto: Para quê lutar para viver num mundo tão injusto, tão cheio de coisas feias? Para quê viver sonhando com a melhora, e tentar tanto encontrar uma solução? A verdade, Senhores, é que viver é um mistério que ainda não me foi revelado. Afinal, agora, mais do que nunca, eu vejo que não tenho função alguma na construção de qualquer futuro, menos ainda, do presente!
   Devem me achar demasiado pessimista e de uma melancolia sem igual. De certo, não são poucas as minhas angústias e as dúvidas que se alimentam delas. Sabem? Estava refletindo sobre minha personalidade, e me ocorreu que tenho muitos defeitos, mas que minhas qualidades é que me incomodam. Pois, ao ficar tão triste com a desgraça na Terra e com a impossibilidade de mudá-la, me vem a ideia de que seria melhor ser uma alienada dos problemas do mundo. Sim, pois  realmente não sei porque tive que ser assim; Deus bem que poderia ter me feito fútil, desligada e hipócrita demais. Só assim eu não destoaria tanto das pessoas que nos cercam. Creio que elas, as quais se fecham no seu "mundinho", é que sabem sobreviver às desilusões de um ideal, até porque elas não as têm mesmo.
   Essas desilusões, Senhores, eu sempre soube que aconteceriam. E como é duro constatar isso. Vocês me obrigam a votar em branco, me deixam sem escolhas; vocês que votam em candidatos corruptos e depois se queixam do descaso no país, que votam(e aceitam votar) no "menos pior", e por fim, vocês que nos submetem à mentira, à corrupção, à desilusão política. Foram todos vocês, que deixaram monstros abusar de crianças, matar indivíduos inocentes; que se calaram quando viram uma atrocidade acontecer; que pagaram propina; que roubaram o pouco dinheiro do povo para favorecer uns poucos com muito dinheiro; que roubaram a dignidade de pessoas sem instrução e se aproveitam delas a cada 4 anos; que reclamam calados e preferem fechar os olhos para as injustiças que a maioria vive. Enfim, foram vocês que me roubaram a fé num ideal, que me fizeram chegar a conclusões tão amargas, as quais(para bem ou para mal) me tiraram desta utopia em que eu vivia. Seu mundo é, na maior parte, podre, Senhores, e eu não sei se ainda quero viver nele. Mas, a força que ainda me faz ter esperanças ínfimas só vem de Deus...
Larissa.

sábado, 28 de agosto de 2010

Inverno

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
                                                                    Descolorirá...
 ♪


:) Vai chegar!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Inverno

Guerra Santa

Ele diz que tem, que tem como abrir o portão do céu 
ele promete a salvação
ele chuta a imagem da santa, fica louco-pinel
mas não rasga dinheiro, não

Ele diz que faz, que faz tudo isso em nome de Deus
como um Papa na inquisição
nem se lembra do horror da noite de São Bartolomeu
não, não lembra de nada não

Não lembra de nada, é louco
mas não rasga dinheiro
promete a mansão no paraíso
contanto, que você pague primeiro
que você primeiro pague dinheiro
dê sua doação, e entre no céu
levado pelo bom ladrão

Ele pensa que faz do amor sua profissão de fé
só que faz da fé profissão
aliás em matéria de vender paz, amor e axé
ele não está sozinho não

Eu até compreendo os salvadores profissionais
sua feira de ilusões
só que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz
deixa o outro vender limões

Um vende limões, o outro 
vende o peixe que quer
o nome de Deus pode ser Oxalá
Jeová, Tupã, Jesus, Maomé
Maomé, Jesus, Tupã, Jeová
Oxalá e tantos mais
sons diferentes, sim, para sonhos iguais



                       




                                       Respeito à diversidade religiosa
     
   A canção faz uma crítica irreverente e verdadeira sobre a falta de respeito entre algumas religiões.

   Composição do cantor Gilberto Gil, "Guerra santa"(1995) expõe numa crítica suave e, ao mesmo tempo, impactante, o preconceito com as opções religiosas e seus dogmas.
   Na primeira estrofe, ele faz  uma análise negativa das religiões protestantes, as quais, muitas vezes, se sentem melhores do que as outras; quando canta: "Ele chuta a imagem da santa(...) Mas não rasga dinheiro, não". Mostrando, desse modo, a contradição dessas ao condenar o culto às imagens, mas cultuar o dinheiro. Além disso, ao longo da música, cita episódios históricos, como a Inquisição. E, ainda, usa um ótimo trocadilho(o fiel entrará no céu levado pelo do bom ladrão), para dizer que os cristãos não católicos prometem um lugar no paraíso, mas antes é preciso pagar.
   Seu pensamento é muito válido, pois, ao atrelar um assunto polêmico à melodia, deu-nos uma animada composição, que nos traz uma diferente visão do tema; como quando ele fala que muitos fazem da fé profissão, ou ao encerrar a penúltima estrofe com os seguintes versos, usando uma metáfora: "(...)o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz, deixa o outro vender limões."
   Assim, Gil nos traz a ideia de que Deus pode ter vários nomes, que a fé pode ser expressa de várias formas, e isso deve, portanto, ser respeitado. Pois, é como se poder ouvir no último verso da canção: "Sons diferentes, sim, para sonhos iguais."


Larissa

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Inverno

Eu abro mão dos meus sonhos, para Deus sonhar em mim...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Inverno

                                              A pior de nossas fomes

   Há muitas fomes neste mundo: fome de dignidade, de conhecimento, de confiança. Mas a mazela da sociedade ainda é a fome do corpo, que causa desnutrição e mata milhares todos os anos. Ela é tipificada como aberta e oculta.Esta faz menção a não ingestão das mínimas calorias diárias para a sobrevivência; aquela, é causada durante guerras ou desastres ecológicos.
   No século XXI, cheio de novas tecnologias, ainda persiste a fome oculta. Segundo a ONU, há mais 900 milhões de pessoas desnutridas no mundo. Os dados impressionam quando se constata que a produção de mundial de alimentos cresce a cada ano. Esta infeliz contradição só mostra o tamanho da desigualdade reinante.
   Essa desigualdade é expressa, ainda, no caso da concentração de terras, em que latifundiários detém uma parcela grande das áreas agricultáveis, sendo que, na maioria dos casos, elas não são exploradas. Com isso, se tais áreas fossem usadas pelos governos para a criação de cooperativas onde as pessoas produzissem para a subsistência e, organizados, vendessem o excedente; poderia, assim, se encontrar um meio para alimentar os tantos que vivem com fome.
   Na verdade, o que falta a essas pessoas é oportunidade. Falta a elas um trabalho digno, o qual possa lhes dar seu sustento. E falta ao mundo humanidade, pois, governantes que têm em seu poder uma nação, não podem deixar o povo morrer de fome. E a realidade é essa, como versou Ferreira Gullar: "Morrem quatro por minuto nesta América latina. Não conto os que morrem velhos, só os que a fome extermina(...)"

Larissa

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Inverno

   Dona Canção

   Em meio a tantos acordes, eu um dia acordei.
   E vi, no final do meu sonho, o amor que sonhei.
   Será este a razão de sonhar?
   Ou é de fato só meu reflexo ao pensar...

   Me desperte, doce canção!
   Se eu não te ouço, me viro,
   Esqueço do sonho de então.

   Se me envolvo em tuas rimas, paixão,
   Não se esqueças oh Dona Canção,
   Que meu sonho não se vende, não
   Que aquele amor se enraiza em meu coração.

   Me desperte, doce canção!
   E ao dormir embale meus sonhos
   Não se perca a si, nem a sua emoção.

   Larissa Tenório


Y por pensar tengo un millon de cicatrices
soy un escudo, soy hipersensible
una barrera al corazon
y no me gusta haber estado así de triste
por paranoias yo me hice esas heridas en mi interior ♪


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Inverno

"Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros já foram." (Graham Bell)


Não creio que vou inventar algo tão revolucionário como o telefone, mas não quero chegar apenas onde os outros já foram. O mais complicado nisso é que não me vejo fazendo nada para isso acontecer, mas às vezes sinto também que isso está chegando, o começo dessa andança!
Quero ir, quero voar, quero fugir... E a maior angústia nisso tudo é me sentir presa a uma condição como essa, lutando, e lutando, e lutando por esse sonho. Quero, sinceramente, acreditar no tempo...!

Larissa


Traga-me um copo d'água, tenho sede
E essa sede pode me matar
Minha garganta pede um pouco d'água
E os meus olhos pedem teu olhar

A planta pede chuva quando quer brotar
O céu logo escurece quando vai chover
Meu coração só pede teu amor
Se não me deres, posso até morrer  ♪

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Inverno

Minha mãe adora o natal. E seria maravilhoso levá-la para passar algum dos tantos natais em New York. É um desejo que NÓS temos, que eu cultivo. Tão simples, e eu vivo sonhando com este momento. Quando penso no meu futuro, penso em realizar os desejos das pessoas... de todas elas! Mas principalmente os dos meu pais, porque eu sei o quanto eles fazem pelos meus sonhos, e o quanto se esforçam em entendê-los. E, se querem saber, toda a esperança que eu tenho está na certeza da realização do meu projeto de vida, que inclui momentos simples, os quais entrarão para o quadro dos mais importantes da minha vida. De tudo o que eu já quis, me orgulho de ter entendido agora o que realmente me interessa, o que me importa, e o que eu quero! Espero ansiosa pelo começo do meu futuro. A verdade é que ainda estou tentando traçá-lo, mas, infelizmente, não há certeza alguma para mim. E isso é o que mais põe em risco aquela esperança, que é a fonte maior das minhas forças...
 A minha alma espera somente em Deus porque dEle vem a minha esperança.

Larissa


Recebe o teu poeta, ò bela
Abre teu coração
Abre teu coração,
Ou eu arrombo a janela ♪

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Inverno

   Sabe? Escrever é complicado. Mas, quando só se tem o papel, ele se trona uma arma, um palco, um palanque, ou até uma mesa numa reunião revolucionária. Quando a obrigação é escrever não há graça, ou até haja, mas não é o mesmo. Não é a mesma coisa de quando um sonho te desperta de madrugada e te põe a relatar coisas. Coisas que seu inconsciente pediu, que seu coração está sentindo. Apenas coisas, suas e de seu mundo, e de seus sonhos...
   Vamos escrever sobre balanços de criança, chuvas de caramelo, casas feitas de doces, reis e rainhas...
   Vamos escrever sobre a fome, a fé , a desigualdade, o amor...
   Vamos fazer do lápis um perfeito condutor de pensamentos, de sentimentos, de desejos...
   Vamos, enfim, aprender a voar nas nossas mentes e cometermos a loucura de descrever tudo isso. Seja para ficar trancado a sete chaves, ou para o mundo conhecer.

Larissa

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Inverno

"Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eriteu a conquistar a Índia, e como fosse trazido à sua presença um pirata, que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício; porém ele, que não era medroso nem lerdo, respondeu assim: Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza; o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. (...) O ladrão que furta para comer, não vai nem leva ao inferno; os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões de maior calibre e de mais alta esfera; os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem São Basílio Magno. Não só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas, ou espreitam os que se vão banhar para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força roubam e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco, estes, sem temor nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados; estes furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: Lá vão os ladrões grandes a enforcar os pequenos! Ditosa Grécia que tinha tal pregador! E mais ditosas as outras nações, se nelas não padecera a justiça as mesmas afrontas. Quantas vezes se viu roma ir enforcar um ladrão por ter roubado um carneiro; e no mesmo dia ser levado em triunfo em cônsul, ou ditador, por ter roubado uma província. E quantos ladrões teriam enforcado estes mesmos ladrões triunfantes?"

Pe. Antônio Vieira

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Inverno

   Se um dia eu estiver triste, cantarei à Deus. Se um dia uma lágrima cair, pensarei no infinito amor de Deus. Se um dia pensar em desistir, sonharei com Deus em sua piedade infinda. Se um dia eu tropeçar, segurarei a mão de Deus e caminharei ao Seu lado, segura no caminho da fé. Se um dia eu quiser sumir, procurarei Deus em tudo que me cerca. Se um dia eu cair, cairei nos braços de Deus. E Ele me consolará e me erguerá no mais alto que alguém pode ir. E, por fim, nos mais alegres dos meus dias eu sei que em minha mente soarão os acordes das belas canções que Deus fez para mim.


Larissa


De cabeza por tu amor
Y con mi mundo al reves
Tengo la tierra en mis manos
Y llevo el cielo en los pies ♪

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Inverno

Verdade mística


   Ao se pensar numa sociedade perfeita, vem-nos à mente indivíduos muito diferentes que se respeitam em primeiro lugar. Depois, fazem das relações interpessoais um leque de gentilezas. Mas, como esta sociedade está londe de ser perfeita, falta a uns tantos o fator imprescindível que gera a tal perfeição: a educação, no seu sentido mais amplo.
   É difícil julgar o mundo quando se faz parte dele. Entretanto, é fácil perceber que há algo de errado no modo como os seres humanos se relacionam com os outros e com o ambiente em que vivem. Pois, aquela educação deixou de existir de muitas formas no cotidiano. Como o fato de encontrarmos ruas tão sujas e leis de trânsito desobedecidas. Essas "pequenas" coisas, com as quais estamos tão acostumados(quando não deveríamos estar), são retratos de como as boas maneiras são esquecidas.
   Assim, vê-se o quão falho está o processo educacional. Não só o nível de escolaridade e cultura, mas, principalmente a educação familiar. Aliás, há muitos iletrados neste país mais gentis do que os intelectuais. Como também, há outros que só conhecem a  "educação" de suas casas, onde a comida é escassa e, em muitos casos, impera a violência.
   Compreende-se, então, que quando se vê nos noticiários que vizinhos brigam e se matam por causa do lixo na calçada, não é o fim dos tempos, como alguns pensam. É o fim da capacidade de dialogar, de compreender e tratar bem o outro. Afinal é como dizem os místicos: você recebe do mundo o que dá a ele.

Da aula de redação...
Larissa.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Inverno

E é o que vem a mim quando peço um sinal...


"Tenha firmeza em suas atitudes e persistência em seu ideal. Mas seja paciente, não pretendendo que tudo lhe chegue de imediato. Há um tempo pra tudo. E tudo o que é seu virá às suas mãos, no momento oportuno. Saiba  esperar o momento exato em que receberá os benefícios que pleiteia. Aguarde com paciência que os frutos amadureçam para que possa apreciar devidamente sua doçura."


Larissa


M-tem um sonhu
Um sonhu grándi
Réi di bunitu
Xeiu di lus ♪

domingo, 1 de agosto de 2010

Inverno

Bom, como em alguns outros tantos dias da minha vida, estou numa melancolia incrível. Não tenho meu "João". Mas sei que tenho muitos a me confortar e fortalecer, são  eles uma parte do que seria o ideal para seguir na caminhada que escolhi. Na verdade, sou eu quem pensa assim, mas fico refletindo sobre o que eu penso ser o melhor, sem muitas vezes ter a percepção de que há um Deus, no qual eu acredito e confio, que guia a minha vida. Eu sei que devo entender, mas não é fácil.
Não é fácil esperar, ter paciência, e há que se dizer que por maior que seja a fé,  nós somos fracos, temos nosso momento de revolta, mas não adianta, pra quem tem uma crença eu repito o que ouvi um dia: você pode ter raiva de Deus, mas Ele nunca vai ter raiva de você, nunca vai te abandonar. Para os que não creem  em um Deus saibam que se você ofende o mundo, ele vai te ofender também. Portanto, o Deus que está em mim saúda o Deus que está em você, porque o mundo te oferece o que você oferece a ele, mas Deus sempre vai te oferecer o melhor.
Se eu não tenho um "João", falta sim alguma coisa, porque a minha fé não é hipócrita. Mas Deus sabe o tempo pra mim, e vai dar tudo certo, eu sei que vai!

Lari ;)


...por la paz que necesito y tanto ansié♪

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Inverno

"Fiquem sempre alegres no Senhor! Repito: fiquem alegres! Que a bondade de vocês seja notada por todos. O Senhor está próximo. Não se inquietem com nada. Apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica,  em ação de graças. Então a paz de Deus, que ultrapassa toda compreensão, guardará em Jesus Cristo os corações e pensamentos de vocês.
Finalmente, irmãos, ocupem-se com tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, honroso, virtuoso, ou que de algum modo mereça louvor. Pratiquem tudo o que vocês aprenderam e receberam como herança, o que ouviram e observaram em mim. Então o Deus da paz estará com vocês."

Carta de São Paulo aos Filipenses

terça-feira, 27 de julho de 2010

Inverno

Valentes mesmo só os caboclos do sertão
   A partir da década de 70 do século passado, começou-se a observar um crescimento da agressividade, gerando a violência escolar. O termo usado para este tipo de agressão é bullying, que veio do inglês e se espalhou pela mídia no mundo todo. Ele é um fenômeno preocupante para a sociedade em geral, e é tema de muita discussão em vários setores da mesma.
   No termo, bully quer dizer valentão. Vem disso o fato de crianças mais fortes e, na maioria dos casos, de famílias desestruturadas, agredirem física e psicologicamente outras mais fracas, passivas. Mas, ao contrário do que muitos pensam, o bullying não é simplesmente a prática de colocar apelidos pejorativos, e não acontece só nas escolas com alunos. Para o cientista norueguês Dan Owelus, ele se caracteriza como algo agressivo e negativo que é executado várias vezes e que estabelece uma relação de poder entre as partes. Portanto, isso pode acontecer em várias esferas da sociedade, inclusive dentro das escolas, não só com alunos, mas também com professores.
   Recentemente, foram divulgados casos de alunos que ofenderam professores através da internet. Alguns desses casos ocorreram em escolas privadas e a postura destas foi demitir os educadores, pois, obviamente, ficar do lado dos agressores quer dizer continuar lucrando. Por isso, situações como estas apenas atestam a ineficiência de muitas escolas em lidar com a questão, e a desestrutura familiar e psíquica de muitos jovens, que com tais atitudes comprometem a saúde psicológica de suas vítimas, sendo que algumas delas chegam até a cometer suicídio.
   Assim, a sociedade deve ter a percepção de que este é um problema sério e comum, não só nas escolas, mas em qualquer ambiente em que haja desigualdades sociais. Pois, o descaso com o desenvolvimento sócio-moral das crianças é uma questão que extrapola o ambiente escolar, está em todas as partes, e também se manifesta dentro dela. Tem-se, então, que encontrar meios de formar jovens centrados, que tratem os outros com respeito, sejam eles quem forem.


Larissa



segunda-feira, 26 de julho de 2010

Inverno

Sinta o sol no seu rosto, sinta a paz de ser perdoado, dê à vida ternura para recebê-la de volta. É a maior verdade deste mundo: a vida lhe dá o que você dá a ela. ;)

sábado, 24 de julho de 2010

Inverno

"-Is it a book?
Sorri da pergunta: tenho vivido uma parte da minha vida em meio a livros, conheço livros, lido com livros, sou capaz de distinguir um livro à primeira vista no meio de quaisquer outros objetos, sejam eles garrafas, tijolos ou cerejas maduras- sejam quais forem. Aquilo não era um livro, e mesmo supondo que houvesse livros encadernados em louça, aquilo não seria um deles: não parecia de modo algum um livro. Minha resposta demorou no máximo dois segundos:
- No, it's not!"

                              Rubem Braga

terça-feira, 20 de julho de 2010

Inverno

   Jovens. Como a juventude é traiçoeira. Tantos se torturam por pensar que é esta a melhor fase da vida. Que é quando se tem vigor, alegria e vontade sempre. Mas, ainda que esteja nesta fase, para mim quem pensa assim se engana;  parcialmente, eu sei.
   Jovens riem, curtem, exalam disposição. Mas muitos deles sofrem, se matam, são pressionados pela sociedade, pelos pais, para entrar no mercado de trabalho.
   São tantos sonhos! É certo que alguns não os têm, nem ligam para o que acontece com o resto do mundo, para eles só importa estarem bem. Mas,  muitos os têm, como eu. E se querem saber, o medo que eu tenho é esquecer meus ideais, minha repulsa por todas as injustiças do mundo. O receio que eu tenho é de que meus projetos se esvaiam com o tempo. Que este mundo me roube tudo. Eu já ouvi, sim, relatos de gente madura desacreditada, que diziam certa vez que eles tinham tantos ideais , mas que descobriram ao "crescer" que não podiam fazer nada por eles, que eles viraram apenas lembranças.
   E é assim! Acho que muitos de nós já sabem que não há muito o que se fazer. O que cresce conosco é uma certa desilusão, que não vai tirar nossa vontade de viver, mas que já nos mostra as dificuldades de viver um sonho, um projeto de vida.
   Quanto mais os anos passam, mais percebemos que nossos pais são falíveis, que não somos imortais, e o quanto os governos podem ser corruptos, a sociedade hipócrita e o mundo injusto.
   É triste, mas há ainda algo que ao menos a mim me conforta: se procurarmos bem, há muitos outros que querem lutar conosco, pessoas honestas e boas. E mais, fico cada dia mais feliz ao encontrar tantos jovens de fé, tantos amigos sinceros e tantos outros seres que me fazem acreditar na vida.






                                           Larissa ;)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Outono

             

   Ismália


Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu a lua no céu.
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...


            Alphonsus de Guimaraens

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Outono

O palácio da Ventura

Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura, 
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura.
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!

Abrem-se as poras d'ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!

                    Antero de Quental

terça-feira, 1 de junho de 2010

Outono

"Casar assim o pensamento com o sentimento, a ideia com a paixão, colorir tudo isto com a imaginação, fundir tudo isto com o sentimento da religião e da divindade, eis a Poesia - a Poesia grande e santa - a Poesia como eu a compreendo sem a poder definir, como eu a sinto sem poder traduzir."

                                                       Gonçalves Dias

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Outono

Que Deus me faça cada dia melhor, pra ser sempre maior que todas essas pessoas ruins. Ser maior que suas ações, maior que a vingança, a mágoa e a raiva. Que eu seja sempre a felicidade almejada, os sonhos a serem explodidos, a determinação conquistada... E que, enfim, a vida me faça alguém a mais no mundo, que eu tenha um futuro brilhante, e não uma sobrevivência medíocre.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Outono

Meus dedos coçam para escrever, ou melhor, para descrever esse dia. Penso sempre como vou começar e o que vou colocar no texto, mas a verdade é que nem eu sei... O certo é que nesse dia vou produzir  meu mais alegre e emocionado texto, que só no momento saberei o que vai sair da minha mente ou, muito mais, do meu coração. Sempre que penso é numa alegria extasiante, o sentimento da conquista tão desejada e esperada, uma coisa que pouquíssimos sentiram ou vão sentir. É, vai ser único mesmo. E eu espero que em breve esteja aqui!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Outono


Deus não poderia me inspirar desejos irrealizáveis...

sábado, 22 de maio de 2010

Outono

No Circo
(A João de Deus)

Muito longe d'aqui, nem eu sei quando,
Nem onde era esse mundo, em que eu vivia...
Mas tão longe... que até dizer podia
Que enquanto lá andei, andei sonhando...

Porque era tudo ali aéreo e brando,
E lúcida a existência amanhecia...
E eu... leve como a luz... até que um dia
Um vento me tomou, e vim rolando...

Caí e achei-me, de repente, involto
Em luta bestial, na arena fera,
Onde um bruto furor bramia solto.

Senti um monstro em mim nascer n'essa hora,
E achei-me de improviso feito fera...
— É assim que rujo entre leões agora!

Antero de Quental

sábado, 15 de maio de 2010

Outono



A rua dos cataventos VI

Na minha rua há um menininho doente,
Enquanto os outros partem para a escola,
Junto à janela, sonhadoramente,
Ele ouve o sapateiro bater sola.

Ouve também o carpinteiro, em frente,
Que uma canção napolitana engrola.
E pouco a pouco, gradativamente,
O sofrimento que ele tem se evola...

Mas nesta rua há um operário triste:
Não canta nada na manhã sonora
E o menino nem sonha que ele existe.

Ele trabalha silenciosamente...
E está compondo este soneto agora,
Pra alminha boa do menino doente...

             Mário Quintana

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Outono



A flor que desabrocha na diversidade é a mais rara e bela de todas.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Outono

  

  Era singelo o meu cavalo. Era alado. Suas asas acariciavam as nuvens. E como num passe de mágica, lá estava eu, agarrada em seu pescoço. Os mundos se misturavam, não havia obstáculos entre o real e a fantasia. A noite era estrelada, e à luz das estrelas, estávamos nós. Eu e meu cavalo. Galopando entre cometas, voando onde ninguém jamais podia nos alcançar. Queria nunca parar. E quando em outra direção ele me levou, pensei sonhar.
  Não podia ser real. Numa nuvem  estavam meus sonhos, meus pensamentos, tão bonitos e verdadeiros. Toda a minha alegria estava lá. Meu passado, meu presente e meu futuro. Sim, meu futuro! Naquela nuvem eu tive a certeza de continuar. Há vida para mim.
  A nuvem era um lugar bonito, certamente. E quando aquele lugar tive que deixar, pensei não conseguir voltar... foi quando vi meu cavalo falar. Ele me disse que meus sonhos eram meus e que eu não poderia deixá-los aprisionados naquela nuvem, que eu precisava realizá-los, que de nada adianta a ilusão. 
  O bom dos sonhos são os belos caminhos que percorremos para alcançá-los, são para eles que movemos nossas pernas e nossos corações. A nuvem não pode ser só ilusão, de lá virão seus sonhos e com eles tudo o que de maravilhoso fizer para conquistá-los.
  "É simples", disse por fim, "te deixarei em sua cama e ao despertar porá fim às suas ilusões, fará dos seus sonhos o caminho a ser seguido. E que, afinal, consiga fazer feliz a todos que você encontrar."
  A nuvem vai aos poucos se esvaindo. O caminho a ser percorrido é o caminho dos seus sonhos, neles há beleza e alegria, neles há amor e dedicação. E é por eles que cumprirá o seu destino.


Larissa-04/08/08

terça-feira, 11 de maio de 2010

Outono

"Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão...
Eu  passarinho!"
                        Mário Quintana


*O seguir da vida é assim descrito, não importa os pés que deixam para eu cair, importa que meu equilíbrio me deixe de pé, que ele seja aperfeiçoado todos os dias, enquanto eu viver...! O primeiro ciclo tá chegando ao fim, mas minha missão aqui só vai acabar quando minha esperança morrer, pois quando ela morrer, morrerei com ela.*

domingo, 9 de maio de 2010

Outono

Uma palavra: cansaço. E mais um dia termina. A caminhada foi de uma breve retórica em minha mente. Enquanto via aqueles rostos indo e vindo, ia distribuindo palavras, pensava comigo. Talvez elas saíssem pelos meus ouvidos ou simplesmente no meu ato de expirar. Naquele momento só havia um corpo andando a passos curtos, minha mente estava longe, aliás, nem sei bem onde estava. Pensei em tudo. Olhava pro chão e para frente, só via o que meu campo de visão reto me mostrava. Tinha vontade de não estar mais aqui. Ir lá para cima e dar um abraço em quem estava a minha espera. Dizer-lhes que queria ter ido em seus lugares, que ainda tinham muito a viver aqui... Meu ar era triste, distante. Muitas vezes me vi ali, sentada, sorrindo com alguém de olhar carinhoso ao meu lado. Pensei nas muitas cenas que queria ter vivido, e se um dia ia vivê-las... Dizem que eu falo demais, mas naquele instante eu não falava aos outros, falava para dentro de mim, e me afogava em minhas palavras, tão tristes, angustiantes. Minhas pernas estavam cansadas, mas não me importei muito com isso, apenas continuei a andar. Neste trajeto ela me acompanhava; não disse nada, o que era estranho. Pouco antes de chegar ao ponto de partida, fez algum comentário. Apenas assenti-lhe com a cabeça. Era minha mãe. E aí me veio um breve pensamento. Aquela era a única pessoa com quem estive desde sempre, e com quem desejo estar para sempre(ela merece que eu seja feliz, pois, assim, ela o será também). E naquele momento ela estava ali, calada, nem imaginava o que se passava na minha cabeça, respeitou meu silêncio. Ou apenas estava cansada demais para falar...Meus olhos, de novo, pesavam e eu pensava em como minha felicidade estava em minhas mãos, essa é a única coisa de que eu sou dona inteiramente. Se conseguirei? Eu tenho que conseguir! Me aflijo com isso, pois nesse momento minha cabeça está tomada por uma confusão de pensamentos e sentimentos. Não sei o que fazer para estar feliz. Eu preciso de paz. E eu ainda tenho minha fé. Talvez amanhã. Sim. Talvez amanhã eu sorria. Talvez não caminhe com tantos pensamentos rondando minha cabeça, enfernizando meu coração. Talvez amanhã o sol me traga boas perspectivas. Eu sei que estarei bem. Amanhã o sol nasce outra vez. Deus o trará para mim.

                  Larissa-17/09/08