quinta-feira, 27 de maio de 2010

Outono

Que Deus me faça cada dia melhor, pra ser sempre maior que todas essas pessoas ruins. Ser maior que suas ações, maior que a vingança, a mágoa e a raiva. Que eu seja sempre a felicidade almejada, os sonhos a serem explodidos, a determinação conquistada... E que, enfim, a vida me faça alguém a mais no mundo, que eu tenha um futuro brilhante, e não uma sobrevivência medíocre.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Outono

Meus dedos coçam para escrever, ou melhor, para descrever esse dia. Penso sempre como vou começar e o que vou colocar no texto, mas a verdade é que nem eu sei... O certo é que nesse dia vou produzir  meu mais alegre e emocionado texto, que só no momento saberei o que vai sair da minha mente ou, muito mais, do meu coração. Sempre que penso é numa alegria extasiante, o sentimento da conquista tão desejada e esperada, uma coisa que pouquíssimos sentiram ou vão sentir. É, vai ser único mesmo. E eu espero que em breve esteja aqui!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Outono


Deus não poderia me inspirar desejos irrealizáveis...

sábado, 22 de maio de 2010

Outono

No Circo
(A João de Deus)

Muito longe d'aqui, nem eu sei quando,
Nem onde era esse mundo, em que eu vivia...
Mas tão longe... que até dizer podia
Que enquanto lá andei, andei sonhando...

Porque era tudo ali aéreo e brando,
E lúcida a existência amanhecia...
E eu... leve como a luz... até que um dia
Um vento me tomou, e vim rolando...

Caí e achei-me, de repente, involto
Em luta bestial, na arena fera,
Onde um bruto furor bramia solto.

Senti um monstro em mim nascer n'essa hora,
E achei-me de improviso feito fera...
— É assim que rujo entre leões agora!

Antero de Quental

sábado, 15 de maio de 2010

Outono



A rua dos cataventos VI

Na minha rua há um menininho doente,
Enquanto os outros partem para a escola,
Junto à janela, sonhadoramente,
Ele ouve o sapateiro bater sola.

Ouve também o carpinteiro, em frente,
Que uma canção napolitana engrola.
E pouco a pouco, gradativamente,
O sofrimento que ele tem se evola...

Mas nesta rua há um operário triste:
Não canta nada na manhã sonora
E o menino nem sonha que ele existe.

Ele trabalha silenciosamente...
E está compondo este soneto agora,
Pra alminha boa do menino doente...

             Mário Quintana

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Outono



A flor que desabrocha na diversidade é a mais rara e bela de todas.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Outono

  

  Era singelo o meu cavalo. Era alado. Suas asas acariciavam as nuvens. E como num passe de mágica, lá estava eu, agarrada em seu pescoço. Os mundos se misturavam, não havia obstáculos entre o real e a fantasia. A noite era estrelada, e à luz das estrelas, estávamos nós. Eu e meu cavalo. Galopando entre cometas, voando onde ninguém jamais podia nos alcançar. Queria nunca parar. E quando em outra direção ele me levou, pensei sonhar.
  Não podia ser real. Numa nuvem  estavam meus sonhos, meus pensamentos, tão bonitos e verdadeiros. Toda a minha alegria estava lá. Meu passado, meu presente e meu futuro. Sim, meu futuro! Naquela nuvem eu tive a certeza de continuar. Há vida para mim.
  A nuvem era um lugar bonito, certamente. E quando aquele lugar tive que deixar, pensei não conseguir voltar... foi quando vi meu cavalo falar. Ele me disse que meus sonhos eram meus e que eu não poderia deixá-los aprisionados naquela nuvem, que eu precisava realizá-los, que de nada adianta a ilusão. 
  O bom dos sonhos são os belos caminhos que percorremos para alcançá-los, são para eles que movemos nossas pernas e nossos corações. A nuvem não pode ser só ilusão, de lá virão seus sonhos e com eles tudo o que de maravilhoso fizer para conquistá-los.
  "É simples", disse por fim, "te deixarei em sua cama e ao despertar porá fim às suas ilusões, fará dos seus sonhos o caminho a ser seguido. E que, afinal, consiga fazer feliz a todos que você encontrar."
  A nuvem vai aos poucos se esvaindo. O caminho a ser percorrido é o caminho dos seus sonhos, neles há beleza e alegria, neles há amor e dedicação. E é por eles que cumprirá o seu destino.


Larissa-04/08/08

terça-feira, 11 de maio de 2010

Outono

"Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão...
Eu  passarinho!"
                        Mário Quintana


*O seguir da vida é assim descrito, não importa os pés que deixam para eu cair, importa que meu equilíbrio me deixe de pé, que ele seja aperfeiçoado todos os dias, enquanto eu viver...! O primeiro ciclo tá chegando ao fim, mas minha missão aqui só vai acabar quando minha esperança morrer, pois quando ela morrer, morrerei com ela.*

domingo, 9 de maio de 2010

Outono

Uma palavra: cansaço. E mais um dia termina. A caminhada foi de uma breve retórica em minha mente. Enquanto via aqueles rostos indo e vindo, ia distribuindo palavras, pensava comigo. Talvez elas saíssem pelos meus ouvidos ou simplesmente no meu ato de expirar. Naquele momento só havia um corpo andando a passos curtos, minha mente estava longe, aliás, nem sei bem onde estava. Pensei em tudo. Olhava pro chão e para frente, só via o que meu campo de visão reto me mostrava. Tinha vontade de não estar mais aqui. Ir lá para cima e dar um abraço em quem estava a minha espera. Dizer-lhes que queria ter ido em seus lugares, que ainda tinham muito a viver aqui... Meu ar era triste, distante. Muitas vezes me vi ali, sentada, sorrindo com alguém de olhar carinhoso ao meu lado. Pensei nas muitas cenas que queria ter vivido, e se um dia ia vivê-las... Dizem que eu falo demais, mas naquele instante eu não falava aos outros, falava para dentro de mim, e me afogava em minhas palavras, tão tristes, angustiantes. Minhas pernas estavam cansadas, mas não me importei muito com isso, apenas continuei a andar. Neste trajeto ela me acompanhava; não disse nada, o que era estranho. Pouco antes de chegar ao ponto de partida, fez algum comentário. Apenas assenti-lhe com a cabeça. Era minha mãe. E aí me veio um breve pensamento. Aquela era a única pessoa com quem estive desde sempre, e com quem desejo estar para sempre(ela merece que eu seja feliz, pois, assim, ela o será também). E naquele momento ela estava ali, calada, nem imaginava o que se passava na minha cabeça, respeitou meu silêncio. Ou apenas estava cansada demais para falar...Meus olhos, de novo, pesavam e eu pensava em como minha felicidade estava em minhas mãos, essa é a única coisa de que eu sou dona inteiramente. Se conseguirei? Eu tenho que conseguir! Me aflijo com isso, pois nesse momento minha cabeça está tomada por uma confusão de pensamentos e sentimentos. Não sei o que fazer para estar feliz. Eu preciso de paz. E eu ainda tenho minha fé. Talvez amanhã. Sim. Talvez amanhã eu sorria. Talvez não caminhe com tantos pensamentos rondando minha cabeça, enfernizando meu coração. Talvez amanhã o sol me traga boas perspectivas. Eu sei que estarei bem. Amanhã o sol nasce outra vez. Deus o trará para mim.

                  Larissa-17/09/08

sábado, 8 de maio de 2010

Outono

O sol. Ah, como brilhava! Me olhava como se quisesse dizer algo. E o céu tão azul, como há muito não via. Não sei dizer porque, mas me prendi naquele entardecer. Inerte. A pensar, a  observar. Apenas ouvindo e sentindo. Não sei se me deu alegria ou tristeza, mas me trouxe um pouco de paz, de certo. Há uma  breve emoção me tomando neste momento. Não sei porque , e não creio que seja ruim. Quando olho ao meu redor só vejos coisas boas; porque elas não conseguem me contagiar? Está tudo bem. Só que eu não consigo ver assim...

Um anjo para me guiar. Um ser que me leve. Talvez o sol brilhe por mim. Que me leve. As estrelas que iluminarão minhas noites de glória. Que me levem. O céu azul, azul até demais. Que me abençôe com lindos dias. Devo acreditar no sol: ele se põe e depois nasce majestoso. Devo buscar a paz de que eu tanto necessito.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Outono

"Vou vencer! Seremos rápidos como um rio, com força igual a de um tufão, na alma sempre uma chama acesa...Que a luz do luar nos traga inspiração."

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Outono


Mea culpa


Não duvido que o mundo no seu eixo
Gire suspenso e volva em harmonia;
Que o homem suba e vá da noite ao dia,
E a homem vá subindo insecto e seixo.

Não chamo a Deus tirano, nem me queixo,
Nem chamo ao céu da vida noite fria;
Não chamo à existência hora sombria;
Acaso à ordem; nem à lei desleixo.

A Natureza é minha mãe ainda ...
É minha mãe... Ah, se eu à face linda
Não sei sorrir; se estou desesperado;

Se nada há que me aqueça esta frieza;
Se estou cheio de fel e de tristeza...
É de crer que só eu seja o culpado!

Antero de Quental

Outono

O dia era claro como há muito não via. Naquela janela a luz entrava, e foi bom ver uma luz novamente.("Iluminar sempre, iluminar tudo!")
Conseguirei! É... só olhar pros lados, é só pensar positivo e trabalhar. Serei forte e corajosa. Como um bravo guerreiro, um soldado espartano, aquele que só luta e sente orgulho de fazê-lo, e renuncia a muitas coisas pela honra de seu país. Lutarei bravamente pelo que me fará feliz, pelos que me fazem feliz, pela minha vida.
Sê destemida brava guerreira.
Tua garra, tua honra, tudo em ti resistirá. Estás no rumo da tua missão,  entendestes tudo o que o destino te reservou desde sempre.("Ela diz que um dia a gente há de ser feliz, se Deus quiser.") Livra-te de tudo de ruim que há dentro de ti. És única, tua vida nada tem de semelhante as dos demais, teu caminho é longo, menina. Não tens que te comparar aos outros, quando tua felicidade vier, ela será plena , porque lutaste sempre, e tanto.


      Larissa- 20/08/08

terça-feira, 4 de maio de 2010

Outono

   Gastón e os contos de fadas. Se eu pudesse neles viver... "Lugares distantes, duelos de espadas, feitiços, um príncipe disfarçado."... Eu estaria livre de tudo o que me entristece.
   Um conto. E  fadas. Seria estranho se delas não pudesse falar. São tais imaginações que guiam meus pensamentos a um mundo só meu, aquele mundo das flores que cantam.
   Se eu fosse Alice, dormiria sempre. Se eu sonhasse meu mundo, não mais acordaria. É simples. Preferiria eu adormecer, como Aurora, sem príncipes para me despertar, pois minha alegria estaria em meu sono. Que fosse ele profundo!
  Estaria presa em meus pensamentos, aliás, eu estou. Só eles abastecem minha alma...


                                           Larissa-15/08/08

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Outono

Triste quem ama, cego quem se fia...

Nascemos para amar; a humanidade
Vai tarde ou cedo aos laços da ternura.
Tu és doce atrativo, ó formosura,
Que encanta, que seduz, que persuade:

Enleia-se por gosto a liberdade;
E depois que a paixão n'alma se apura,
Alguns então lhe chamam desventura,
Chamam-lhe alguns então felicidade:

Qual se abisma nas lôbregas tristezas,
Qual em suaves júbilos discorre,
Com esperanças mil na ideia acesas:

Amor ou desfalece, ou para, ou corre;
E, segundo as diversas naturezas,
Um porfia, este esquece, aquele morre.

                         Manuel Maria Barbosa du Bocage