sábado, 28 de agosto de 2010

Inverno

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
                                                                    Descolorirá...
 ♪


:) Vai chegar!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Inverno

Guerra Santa

Ele diz que tem, que tem como abrir o portão do céu 
ele promete a salvação
ele chuta a imagem da santa, fica louco-pinel
mas não rasga dinheiro, não

Ele diz que faz, que faz tudo isso em nome de Deus
como um Papa na inquisição
nem se lembra do horror da noite de São Bartolomeu
não, não lembra de nada não

Não lembra de nada, é louco
mas não rasga dinheiro
promete a mansão no paraíso
contanto, que você pague primeiro
que você primeiro pague dinheiro
dê sua doação, e entre no céu
levado pelo bom ladrão

Ele pensa que faz do amor sua profissão de fé
só que faz da fé profissão
aliás em matéria de vender paz, amor e axé
ele não está sozinho não

Eu até compreendo os salvadores profissionais
sua feira de ilusões
só que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz
deixa o outro vender limões

Um vende limões, o outro 
vende o peixe que quer
o nome de Deus pode ser Oxalá
Jeová, Tupã, Jesus, Maomé
Maomé, Jesus, Tupã, Jeová
Oxalá e tantos mais
sons diferentes, sim, para sonhos iguais



                       




                                       Respeito à diversidade religiosa
     
   A canção faz uma crítica irreverente e verdadeira sobre a falta de respeito entre algumas religiões.

   Composição do cantor Gilberto Gil, "Guerra santa"(1995) expõe numa crítica suave e, ao mesmo tempo, impactante, o preconceito com as opções religiosas e seus dogmas.
   Na primeira estrofe, ele faz  uma análise negativa das religiões protestantes, as quais, muitas vezes, se sentem melhores do que as outras; quando canta: "Ele chuta a imagem da santa(...) Mas não rasga dinheiro, não". Mostrando, desse modo, a contradição dessas ao condenar o culto às imagens, mas cultuar o dinheiro. Além disso, ao longo da música, cita episódios históricos, como a Inquisição. E, ainda, usa um ótimo trocadilho(o fiel entrará no céu levado pelo do bom ladrão), para dizer que os cristãos não católicos prometem um lugar no paraíso, mas antes é preciso pagar.
   Seu pensamento é muito válido, pois, ao atrelar um assunto polêmico à melodia, deu-nos uma animada composição, que nos traz uma diferente visão do tema; como quando ele fala que muitos fazem da fé profissão, ou ao encerrar a penúltima estrofe com os seguintes versos, usando uma metáfora: "(...)o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz, deixa o outro vender limões."
   Assim, Gil nos traz a ideia de que Deus pode ter vários nomes, que a fé pode ser expressa de várias formas, e isso deve, portanto, ser respeitado. Pois, é como se poder ouvir no último verso da canção: "Sons diferentes, sim, para sonhos iguais."


Larissa

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Inverno

Eu abro mão dos meus sonhos, para Deus sonhar em mim...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Inverno

                                              A pior de nossas fomes

   Há muitas fomes neste mundo: fome de dignidade, de conhecimento, de confiança. Mas a mazela da sociedade ainda é a fome do corpo, que causa desnutrição e mata milhares todos os anos. Ela é tipificada como aberta e oculta.Esta faz menção a não ingestão das mínimas calorias diárias para a sobrevivência; aquela, é causada durante guerras ou desastres ecológicos.
   No século XXI, cheio de novas tecnologias, ainda persiste a fome oculta. Segundo a ONU, há mais 900 milhões de pessoas desnutridas no mundo. Os dados impressionam quando se constata que a produção de mundial de alimentos cresce a cada ano. Esta infeliz contradição só mostra o tamanho da desigualdade reinante.
   Essa desigualdade é expressa, ainda, no caso da concentração de terras, em que latifundiários detém uma parcela grande das áreas agricultáveis, sendo que, na maioria dos casos, elas não são exploradas. Com isso, se tais áreas fossem usadas pelos governos para a criação de cooperativas onde as pessoas produzissem para a subsistência e, organizados, vendessem o excedente; poderia, assim, se encontrar um meio para alimentar os tantos que vivem com fome.
   Na verdade, o que falta a essas pessoas é oportunidade. Falta a elas um trabalho digno, o qual possa lhes dar seu sustento. E falta ao mundo humanidade, pois, governantes que têm em seu poder uma nação, não podem deixar o povo morrer de fome. E a realidade é essa, como versou Ferreira Gullar: "Morrem quatro por minuto nesta América latina. Não conto os que morrem velhos, só os que a fome extermina(...)"

Larissa

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Inverno

   Dona Canção

   Em meio a tantos acordes, eu um dia acordei.
   E vi, no final do meu sonho, o amor que sonhei.
   Será este a razão de sonhar?
   Ou é de fato só meu reflexo ao pensar...

   Me desperte, doce canção!
   Se eu não te ouço, me viro,
   Esqueço do sonho de então.

   Se me envolvo em tuas rimas, paixão,
   Não se esqueças oh Dona Canção,
   Que meu sonho não se vende, não
   Que aquele amor se enraiza em meu coração.

   Me desperte, doce canção!
   E ao dormir embale meus sonhos
   Não se perca a si, nem a sua emoção.

   Larissa Tenório


Y por pensar tengo un millon de cicatrices
soy un escudo, soy hipersensible
una barrera al corazon
y no me gusta haber estado así de triste
por paranoias yo me hice esas heridas en mi interior ♪


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Inverno

"Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros já foram." (Graham Bell)


Não creio que vou inventar algo tão revolucionário como o telefone, mas não quero chegar apenas onde os outros já foram. O mais complicado nisso é que não me vejo fazendo nada para isso acontecer, mas às vezes sinto também que isso está chegando, o começo dessa andança!
Quero ir, quero voar, quero fugir... E a maior angústia nisso tudo é me sentir presa a uma condição como essa, lutando, e lutando, e lutando por esse sonho. Quero, sinceramente, acreditar no tempo...!

Larissa


Traga-me um copo d'água, tenho sede
E essa sede pode me matar
Minha garganta pede um pouco d'água
E os meus olhos pedem teu olhar

A planta pede chuva quando quer brotar
O céu logo escurece quando vai chover
Meu coração só pede teu amor
Se não me deres, posso até morrer  ♪

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Inverno

Minha mãe adora o natal. E seria maravilhoso levá-la para passar algum dos tantos natais em New York. É um desejo que NÓS temos, que eu cultivo. Tão simples, e eu vivo sonhando com este momento. Quando penso no meu futuro, penso em realizar os desejos das pessoas... de todas elas! Mas principalmente os dos meu pais, porque eu sei o quanto eles fazem pelos meus sonhos, e o quanto se esforçam em entendê-los. E, se querem saber, toda a esperança que eu tenho está na certeza da realização do meu projeto de vida, que inclui momentos simples, os quais entrarão para o quadro dos mais importantes da minha vida. De tudo o que eu já quis, me orgulho de ter entendido agora o que realmente me interessa, o que me importa, e o que eu quero! Espero ansiosa pelo começo do meu futuro. A verdade é que ainda estou tentando traçá-lo, mas, infelizmente, não há certeza alguma para mim. E isso é o que mais põe em risco aquela esperança, que é a fonte maior das minhas forças...
 A minha alma espera somente em Deus porque dEle vem a minha esperança.

Larissa


Recebe o teu poeta, ò bela
Abre teu coração
Abre teu coração,
Ou eu arrombo a janela ♪

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Inverno

   Sabe? Escrever é complicado. Mas, quando só se tem o papel, ele se trona uma arma, um palco, um palanque, ou até uma mesa numa reunião revolucionária. Quando a obrigação é escrever não há graça, ou até haja, mas não é o mesmo. Não é a mesma coisa de quando um sonho te desperta de madrugada e te põe a relatar coisas. Coisas que seu inconsciente pediu, que seu coração está sentindo. Apenas coisas, suas e de seu mundo, e de seus sonhos...
   Vamos escrever sobre balanços de criança, chuvas de caramelo, casas feitas de doces, reis e rainhas...
   Vamos escrever sobre a fome, a fé , a desigualdade, o amor...
   Vamos fazer do lápis um perfeito condutor de pensamentos, de sentimentos, de desejos...
   Vamos, enfim, aprender a voar nas nossas mentes e cometermos a loucura de descrever tudo isso. Seja para ficar trancado a sete chaves, ou para o mundo conhecer.

Larissa

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Inverno

"Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eriteu a conquistar a Índia, e como fosse trazido à sua presença um pirata, que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício; porém ele, que não era medroso nem lerdo, respondeu assim: Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza; o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. (...) O ladrão que furta para comer, não vai nem leva ao inferno; os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões de maior calibre e de mais alta esfera; os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem São Basílio Magno. Não só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas, ou espreitam os que se vão banhar para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força roubam e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco, estes, sem temor nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados; estes furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: Lá vão os ladrões grandes a enforcar os pequenos! Ditosa Grécia que tinha tal pregador! E mais ditosas as outras nações, se nelas não padecera a justiça as mesmas afrontas. Quantas vezes se viu roma ir enforcar um ladrão por ter roubado um carneiro; e no mesmo dia ser levado em triunfo em cônsul, ou ditador, por ter roubado uma província. E quantos ladrões teriam enforcado estes mesmos ladrões triunfantes?"

Pe. Antônio Vieira

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Inverno

   Se um dia eu estiver triste, cantarei à Deus. Se um dia uma lágrima cair, pensarei no infinito amor de Deus. Se um dia pensar em desistir, sonharei com Deus em sua piedade infinda. Se um dia eu tropeçar, segurarei a mão de Deus e caminharei ao Seu lado, segura no caminho da fé. Se um dia eu quiser sumir, procurarei Deus em tudo que me cerca. Se um dia eu cair, cairei nos braços de Deus. E Ele me consolará e me erguerá no mais alto que alguém pode ir. E, por fim, nos mais alegres dos meus dias eu sei que em minha mente soarão os acordes das belas canções que Deus fez para mim.


Larissa


De cabeza por tu amor
Y con mi mundo al reves
Tengo la tierra en mis manos
Y llevo el cielo en los pies ♪

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Inverno

Verdade mística


   Ao se pensar numa sociedade perfeita, vem-nos à mente indivíduos muito diferentes que se respeitam em primeiro lugar. Depois, fazem das relações interpessoais um leque de gentilezas. Mas, como esta sociedade está londe de ser perfeita, falta a uns tantos o fator imprescindível que gera a tal perfeição: a educação, no seu sentido mais amplo.
   É difícil julgar o mundo quando se faz parte dele. Entretanto, é fácil perceber que há algo de errado no modo como os seres humanos se relacionam com os outros e com o ambiente em que vivem. Pois, aquela educação deixou de existir de muitas formas no cotidiano. Como o fato de encontrarmos ruas tão sujas e leis de trânsito desobedecidas. Essas "pequenas" coisas, com as quais estamos tão acostumados(quando não deveríamos estar), são retratos de como as boas maneiras são esquecidas.
   Assim, vê-se o quão falho está o processo educacional. Não só o nível de escolaridade e cultura, mas, principalmente a educação familiar. Aliás, há muitos iletrados neste país mais gentis do que os intelectuais. Como também, há outros que só conhecem a  "educação" de suas casas, onde a comida é escassa e, em muitos casos, impera a violência.
   Compreende-se, então, que quando se vê nos noticiários que vizinhos brigam e se matam por causa do lixo na calçada, não é o fim dos tempos, como alguns pensam. É o fim da capacidade de dialogar, de compreender e tratar bem o outro. Afinal é como dizem os místicos: você recebe do mundo o que dá a ele.

Da aula de redação...
Larissa.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Inverno

E é o que vem a mim quando peço um sinal...


"Tenha firmeza em suas atitudes e persistência em seu ideal. Mas seja paciente, não pretendendo que tudo lhe chegue de imediato. Há um tempo pra tudo. E tudo o que é seu virá às suas mãos, no momento oportuno. Saiba  esperar o momento exato em que receberá os benefícios que pleiteia. Aguarde com paciência que os frutos amadureçam para que possa apreciar devidamente sua doçura."


Larissa


M-tem um sonhu
Um sonhu grándi
Réi di bunitu
Xeiu di lus ♪

domingo, 1 de agosto de 2010

Inverno

Bom, como em alguns outros tantos dias da minha vida, estou numa melancolia incrível. Não tenho meu "João". Mas sei que tenho muitos a me confortar e fortalecer, são  eles uma parte do que seria o ideal para seguir na caminhada que escolhi. Na verdade, sou eu quem pensa assim, mas fico refletindo sobre o que eu penso ser o melhor, sem muitas vezes ter a percepção de que há um Deus, no qual eu acredito e confio, que guia a minha vida. Eu sei que devo entender, mas não é fácil.
Não é fácil esperar, ter paciência, e há que se dizer que por maior que seja a fé,  nós somos fracos, temos nosso momento de revolta, mas não adianta, pra quem tem uma crença eu repito o que ouvi um dia: você pode ter raiva de Deus, mas Ele nunca vai ter raiva de você, nunca vai te abandonar. Para os que não creem  em um Deus saibam que se você ofende o mundo, ele vai te ofender também. Portanto, o Deus que está em mim saúda o Deus que está em você, porque o mundo te oferece o que você oferece a ele, mas Deus sempre vai te oferecer o melhor.
Se eu não tenho um "João", falta sim alguma coisa, porque a minha fé não é hipócrita. Mas Deus sabe o tempo pra mim, e vai dar tudo certo, eu sei que vai!

Lari ;)


...por la paz que necesito y tanto ansié♪