quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Primavera

Eu sou brasileiro, eu sou marineiro, eu sou MA-RI-NEI-RO ! ♪

Ainda há jeito, Marina silva 43!




domingo, 26 de setembro de 2010

Primavera

Como seria bom se essa maioria mudasse de mãe: da ignorância que a faz massa de manobra para a lucidez que a fizesse tomar decisões mais dignas... Com este pensamento de Lya Luft, percebemos o quão falho é a democracia aqui, será que todos escolhem mesmo, ou são apenas marionetes induzidas por uns e outros poderosos? E, até que ponto o poder pode mudar os ideais de uma pessoa? Bom, todos deveriam entender a política, e, principalmente, ter caráter para poder fazê-la funcionar; mas, acho que isso é sonhar demais. Por enquanto, fiquemos com nossa indignação retraída.

Aí segue trechos de uma entrevista com Hélio Bicudo, ex-petista, que mostra a coerência que todos deveriam ter, que saiu do barco estrelado quando os peixes começaram a apodrecer...

-A democracia está sob ameaça? Acho que sim, porque o presidente da República ignora a Constituição, se acha acima do bem e do mal, e, com uma vitória que está delineada em favor da sua candidata, concentrará todos os poderes da República em suas mãos, além do apoio da maioria dos Estados e da população em geral. Com uma pessoa com esse potencial, e que não vê no ordenamento jurídico do país a maneira de estabilizar as discussões e debates, o Brasil pode caminhar para uma ditadura civil, sem dúvida.
- Depois de 25 anos no PT, imaginou que isso pudesse acontecer? De início, não, mas no final, achava que aconteceria essa reviravolta. Foi marcante aquela carta aos brasileiros que Lula escreveu antes da sua primeira eleição, demarcando uma posição muito mais para o neoliberalismo do que para o socialismo.
- Vê diferenças entre o neoliberalismo de FHC e de Lula? Não há nenhuma diferença, porque quem comanda as decisões políticas hoje, como ontem, é o próprio capital.
- O PT indicava uma prática diferente? O PT fazia uma oposição bastante forte nos governos Sarney e Fernando Henrique. A partir do governo Lula, a unanimidade popular que ele foi conquistando afastou a oposição do seu caminho. E o que aconteceu? Sobre o mensalão e os outros atos de corrupção apontados, nada se fez. Quando Lula diz que é presidente da República até sexta-feira à noite, e depois fecha a gaveta e só volta na segunda-feira, pratica crime de responsabilidade. Afinal, como presidente ele jurou obedecer às leis do país. E a Constituição não permite que um presidente da República participe da campanha eleitoral como ele está participando. É crime que leva ao impeachment, mas nem os partidos políticos, nem a sociedade civil movem nenhuma pedra contra isso.
- O que esperar de Dilma? Quem continuará mandando no país vai ser Lula. Dilma diz que ela é o Lula. Então as coisas continuarão como estão, com a mesma corrupção, o mesmo manejo da coisa pública.
- Imaginava voltar às ruas em defesa da democracia? A gente fica frustrado, depois de uma longa luta em prol da democracia, ver o que estamos vendo. E acho que não temos democracia, até pela maneira pela qual se conduz a vida pública, onde um grupelho toma conta do governo, pondo nele seus parentes, seus amigos... Não é o governo do povo. Veja a própria constituição do Supremo Tribunal Federal, onde não se fez uma consulta maior para a escolha dos ministros. Ela foi pessoal, feita pelo próprio presidente. Leis passam na Câmara e no Senado, por atuação da presidência da República, que transformou o Legislativo em algo sem a menor expressão. [...] Quem manda no país, passa por cima das leis é ele, Lula. Vai eleger a presidenta que fará o que ele quiser.
- Como vê Lula? Um homem inteligente, que poderia usar essa inteligência para implementar e fortalecer a democracia no país, mas optou por incrementar o poder pessoal. [...] Ele sempre mandou no partido, afastou as lideranças que pudessem competir com ele. É o dono, sente-se acima do bem e do mal.
- Os escândalos e o ‘eu não sabia’: Ele sabia de tudo, deixou as coisas escaparem. A oposição não atuou e, hoje, chegamos onde estamos.
- Incompetência da oposição? Foi inexistência de oposição.
- A saída do PT, em 2005: Saí porque achei que o partido não estava trilhando a estrada que havia traçado no seu nascedouro. Ele deixou de representar o povo. Pode até ter o voto do povo, mas representa os interesses daqueles que o comandam.
- Lula e a imprensa: Olha, Lula vive dizendo que a imprensa o prejudica. Eu acho que é o contrário. [...] A imprensa tem ajudado Lula e seus candidatos. Você não pega um jornal, um programa de televisão, que não exiba um retrato dele. O povo não vê o que está escrito além dá manchete. Funciona como propaganda.
- Lula e a popularidade: Mis-en-scène... Pergunto: com tudo isso, o que o Brasil conseguiu, do ponto de vista internacional? Zero. A questão da popularidade não tem relação com a eficiência. Olha o caso do Irã. Tem maior vergonha do que isso? Nossa política externa é péssima. O Brasil não conseguiu colocar uma pessoa em cargo relevante no conceito internacional. Em matéria de Direitos Humanos, botaram lá em Genebra uma pessoa que jejuna nessa área. E onde estão os direitos humanos no Brasil, onde o presidente aceita que a Lei de Anistia contemple também torturadores? E a compra de 36 aviões de caça? Uma brincadeira, desperdício de dinheiro público...
- O ‘ato contra o golpismo midiático’, com CUT, UNE, movimentos sociais e políticos governistas: Lula sempre diz que há uma revolução midiática para retirá-lo do poder. Os pelegos dele é que fizeram o movimento em contrário ao nosso.
- O manifesto pró-liberdade de expressão: Ontem, mais de 20 mil pessoas já tinham assinado o nosso documento. A semente foi plantada, e agora depende da sociedade. Porque o problema é também de pós-eleição. Repetindo o que já foi dito: se você não vigia, não tem democracia. Deve-se vigiar permanentemente quem governa o país, para que não haja desvios. Seja quem for eleito, independentemente do partido político.
- Vê méritos neste governo? A questão é: o que o governo pretende com sua atuação? Para mim, só autoritarismo.
- O convívio com Lula: Sim, mas os tempos mudaram completamente. Ele acabou com as lideranças do partido, e lançou uma pessoa que nem era do partido, tradicionalmente, à presidente. Hoje o PT não tem diferença nenhuma dos outros partidos.
- A opção por Marina Silva: [...] Entre os candidatos que estão aí, é ela quem tem as melhores condições, do ponto de vista de sua vida, do trabalho que já fez e se propõe a fazer...


Larissa

sábado, 25 de setembro de 2010

Primavera


Nos Veremos Otra Vez

Serú Girán

Composição: ValeSin
Aunque te abraces a la luna
aunque te acuestes con el sol.
No hay más estrellas que las que dejes brillar
tendrá el cielo tu color
no estés solo en esta lluvia
no te entregues por favor!
Si debes ser fuerte en estos tiempos
para resistir la decepción
y quedar abierto, mente y alma,
yo estoy con vos.
Si te hace falta quien te trate con amor
si no tenés a quien brindar tu corazón
si todo vuelve cuando más lo precisás
nos veremos otra vez.
No estés sola en esta lluvia
no te entregues por favor.
Si debes ser fuerte en estos tiempos
para resistir la decepción
y quedar abierto, mente y alma,
yo estoy con vos.
Si te hace falta quien te trate con amor
si no tenés a quien brindar tu corazón
si todo vuelve cuando más lo precisás
nos veremos otra vez. ♪

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Inverno

Perspectivas para a saúde pública no Brasil, Contexto.

   A saúde é um direito universal que é bem estabelecido nas leis da maioria dos países. Tal direito integra o acesso fácil e decente à manutenção da saúde pública e atrela não só cuidados médicos, mas outros fatores que resultam numa vida saudável, como habitação, lazer, emprego digno, entre outros. Porém, apesar de bem redigidas, na prática essas legislações estão longe da realidade.
   Historicamente, o livre acesso a uma vida salubre para todos foi claramente reconhecido, a nível internacional, em 1948, com a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Mas, embora os líderes de organizações, como a OMS da ONU, preguem que a salubridade deve ser para indivíduos de qualquer classe, etnia ou religião, as disparidades econômicas entre as nações formam uma barreira para a execução dessa norma.
   No Brasil, além da desigualdade em face a outros países, esta impera dentro dele, sendo ela a maior causa de uma maioria viver em condições insalubres. Ainda como agravante dessas diferenças, há o acesso restrito aos progressos da ciência, os quais chegam a poucos cidadãos e não são implementados no precário sistema público(SUS). Tal sistema não nos faz crer que haja, nos próximos anos, uma melhora significativa nessa área. Todavia, a globalização gera uma rápida troca, não só de informações, mas também de doenças, porém, antes de pensar em epidemias, deve-se cuidar dos problemas básicos, como o saneamento e a erradicação de doenças simples.
   Assim, o futuro da saúde pública está longe de ser promissor, mas o esforço para mudar essa realidade deve ser feito através de programas apropriados nesse setor. Sendo eles focados na infra-estrutura para o atendimento, na formação de profissionais e nas condições de vida saudável que devem ser oferecidas, principalmente, à parcela pobre da população.


Larissa.


Ando tão à flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele
Tem o fogo
Do juízo final... ♪

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Inverno

Maceió, 12 de Setembro de 2010.


  Senhores do mundo,


   Pensei e creio que posso assegurar-lhes que vocês roubam todos os dias os meus sonhos. E, nesta, venho compartilhar com vocês uma descoberta infeliz: a pouco cheguei à conclusão de que sonhar dói muito, sonhar dói demais. E vejam que coisa triste! Mas se não compreendem, explicarei. Vocês roubam meus sonhos ao me privar da beleza de realizá-los, me roubam ao me mostrar uma realidade construída ao longo de séculos por gente como vocês. Uma realidade dura, que, sinceramente, não me faz ver nenhum sentido nesta vida. Eu lhes pergunto: Para quê lutar para viver num mundo tão injusto, tão cheio de coisas feias? Para quê viver sonhando com a melhora, e tentar tanto encontrar uma solução? A verdade, Senhores, é que viver é um mistério que ainda não me foi revelado. Afinal, agora, mais do que nunca, eu vejo que não tenho função alguma na construção de qualquer futuro, menos ainda, do presente!
   Devem me achar demasiado pessimista e de uma melancolia sem igual. De certo, não são poucas as minhas angústias e as dúvidas que se alimentam delas. Sabem? Estava refletindo sobre minha personalidade, e me ocorreu que tenho muitos defeitos, mas que minhas qualidades é que me incomodam. Pois, ao ficar tão triste com a desgraça na Terra e com a impossibilidade de mudá-la, me vem a ideia de que seria melhor ser uma alienada dos problemas do mundo. Sim, pois  realmente não sei porque tive que ser assim; Deus bem que poderia ter me feito fútil, desligada e hipócrita demais. Só assim eu não destoaria tanto das pessoas que nos cercam. Creio que elas, as quais se fecham no seu "mundinho", é que sabem sobreviver às desilusões de um ideal, até porque elas não as têm mesmo.
   Essas desilusões, Senhores, eu sempre soube que aconteceriam. E como é duro constatar isso. Vocês me obrigam a votar em branco, me deixam sem escolhas; vocês que votam em candidatos corruptos e depois se queixam do descaso no país, que votam(e aceitam votar) no "menos pior", e por fim, vocês que nos submetem à mentira, à corrupção, à desilusão política. Foram todos vocês, que deixaram monstros abusar de crianças, matar indivíduos inocentes; que se calaram quando viram uma atrocidade acontecer; que pagaram propina; que roubaram o pouco dinheiro do povo para favorecer uns poucos com muito dinheiro; que roubaram a dignidade de pessoas sem instrução e se aproveitam delas a cada 4 anos; que reclamam calados e preferem fechar os olhos para as injustiças que a maioria vive. Enfim, foram vocês que me roubaram a fé num ideal, que me fizeram chegar a conclusões tão amargas, as quais(para bem ou para mal) me tiraram desta utopia em que eu vivia. Seu mundo é, na maior parte, podre, Senhores, e eu não sei se ainda quero viver nele. Mas, a força que ainda me faz ter esperanças ínfimas só vem de Deus...
Larissa.