quinta-feira, 10 de março de 2011

Verão

Sinto saudade daquele verão que não foi perdido, da tarde que ficou no sonho, das nuvens se mexendo num céu que nunca existiu...
Sinto saudade de um certo namorado que dizia eu, estava a caminho, e de uma mariposa colorida que vi nos delírios febris...
Sinto saudade do tempo que perdi procurando um sonho que não encontrei, das horas que passei lamuriando a vida que não aflorava, dos castelos de areia sempre projetados...
Sinto saudade daquela atriz que cantava, da artista que brilhava, da estrela que crescia, daquela escritora que viria...
Mas do que eu sinto saudade mesmo, é de um certo serrão, e de como aquilo era imenso para uma pequenina sonhadora, de um certo alguém que se foi, de uma certa turma de animadas viagens diárias, dos natais mágicos, das tão esperadas páscoas, das quadrilhas, de todas as lembranças... de tudo isso, a saudade maior é da vida, da minha vida!

3 comentários:

Anônimo disse...

sim há tempo, e tanto há que ao falar, vc, do passado e como acha que seria admirada por suas caracteristicas, se contradiz! como não há tempo, se cá está vc a falar do passado? contudo, concordo com você quando diz que os tempos se entrelaçam. sim, há uma ligação inevitável entre todos eles; o presente como consequência do passado, o futuro consequencia será do nosso presente. todavia, coloco-me a pensar agora se não estava você apenas dando um sentido abstrato nesse 'tempo'.
Não quero parecer crítico, gostei do jeito como escreves, mas discordando de ti, acho que podes ser admirada por suas características nesse "presente" tempo.
a meu ver é mto empolgante ler blogs, ainda mais quando, como vc mesma diz, o autor não prioriza atingir os olhares e as criticas de determinado publico pelo que escreve, e sim escreve pelo simples gosto de expor os pensamentos, colocando palavras para descrever os sentimentos, assim escrever com o coração. beijos

Larissa Tenório disse...

Realmente o 'não há tempo' é uma metáfora, uma coisa meio mágica :S
E sobre não me importar com o que pensam sobre o q escrevo, eu realmente gosto de escrever quando quero e o que quero, mas isso foi mais uma crítica a um certo modelo de vestibular, o qual não me inspira a mínima confiança quanto à redação! Beijos

Demo caseira. disse...

Pior que sentir saudade daquilo que passou é sentir saudade daquilo que ainda está por vir. É como uma imensa nostalgia pelo que ainda não se viu, pelo o que há além da linha do horizonte.