quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Inverno de saudades

Queria poder sentir saudades. Queria estar lá por direito, acompanhar, participar, me envolver...
Se o inverno é a morte, prefiro imaginar que o que morreu foi isto que passou, os momentos negros deste outono-inverno, os quais antecederam tão dolorosas conclusões acerca desse meu destino. Prefiro acreditar que aquilo foi só um erro de percurso, que os momentos verdadeiros chegarão, aqueles certos que somente Deus sabe quando nos enviar... Não sei se o novo percurso estará guiando um novo ciclo, que é tão esperado, e se o tempo que chegará será esse que está por vir. Teimo em enxergar o futuro, mas o mesmo usa máscaras e ri da minha inocência. Se o tempo me absorve e me prega peças, que saberei eu sobre futuros passados, aqueles que nos remontam à mente para nos dar as rédeas do que virá? Eu não saberei. Ninguém saberá.
A verdade é que quando acontecer, voltarei às minhas lembranças e compreenderei tudo isso que passou. Estou serena agora, a serenidade me envolveu quando descobri que esse sentimento me fez mais humana, e não importa o que aconteça com ele, valeu a pena!

Nenhum comentário: