sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Inverno- Sobre a felicidade

Estou adorando este rasgo de felicidade que nasce com a aproximação da primavera. Estou obsessiva da primavera, mas não sei qual o significado disso, afinal, estações do ano não fazem parte desse pequeno espaço da biosfera em que vivo... Creio que estou me aproximando de uma parte da vida que me faz viver metáforas, e não sei se isso seria bom ou ruim. Por enquanto, é o que me apraz.
A verdade é que quando 'descobri' o sentido das estações, como sendo ciclos nos quais se passa sem saber o porquê, decidi procurar entendê-las...E a primavera, senhores, é o nascimento.
Para se chegar à primavera, primeiro se tem que passar pelo inverno; para renascer, primeiro se tem que morrer.
O rasgo de felicidade que mencionei, faz parte dos pequenos momentos felizes que acompanham minha vida. Pois, o problema está na obsessão que todos têm pela felicidade. Estão sempre buscando algo que pensam ser o melhor, e, assim, algo sempre os falta. E sabe o que encontram nessa busca? Amargura. Vivem amargurados por não conseguirem sempre essa felicidade desejada, por nunca bastar o que se tem, por não entenderem que   o paraíso e a felicidade plena só acontecerão quando cruzarem as portas do céu. Mas, ao chegar do outro lado, acreditem, tudo se acaba. Porque essa felicidade suposta, esse céu, esse paraíso, é que nada os falte; mas sempre falta algo, e ainda bem que é assim, porque isso que nos falta é o que nos mantêm vivos.
Espero a primavera, senhores, como quem espera respostas e mais rasgos de felicidade. Não sei se aprendi a me contentar com esses breves momentos, mas sei que a amargura dessa busca constante é o que me faz perder a festa de estar viva. Assim, o melhor é deixar de pensar tanto nesse paraíso, melhor mesmo é juntar-me a essa festa, que está boa. Juntem-se.

Larissa T.


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