quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Primavera-Sobre a guerra

"Como começa uma guerra? Tudo começa com uma diferença de critérios, uns pensam uma coisa, outros pensam outra; mas depois, alguns querem impor seus critérios e começam as discussões. E em um momento se deixa de raciocinar, e começam os enfrentamentos. É só ter algo que imponha um critério à força e está feito, já começou a guerra. Em uma guerra só se pode desejar algo de paz.
 Nada transmite mais paz do que voltar à casa. Voltar ao seu lugar, aos seus cheiros, voltar aos que você ama e aos que te amam, isso traz muita paz.
(...) Voltar à casa tem uma mescla de melancolia e felicidade; melancolia por todo o novo que deixamos pra trás, e felicidade por voltar à casa, porque em casa sempre há algo de paz. "

*Com todos os conflitos rondando o mundo e trazendo mais uma primavera, penso se o nascimento que essa primavera representaria será, de fato, um nascer para esses povos. Não sei se a essas revoltas podemos chamar de guerra, mas a guerra me veio à mente agora e remonta a um livro que li há pouco. Em "O menino do dedo verde", Maurice Druon cita a guerra: "Como só se falava em voz baixa, Tistu entendeu que a guerra devia ser uma coisa feia, uma doença de gente grande, pior que a embriaguez, mais cruel que a miséria, mais perigosa que o crime."
Creio que a libertação de uma ditadura seja uma única razão para comemorarmos o fim de conflitos violentos, que deixaram tantas marcas numa população já marcada pela opressão e pelas péssimas condições de vida.
Os traumas de meses de uma guerra civil ficarão nas mentes daquelas crianças. Que elas possam voltar às suas casas e encontrar algo de paz...
Bom mesmo seria se a liberdade e a dignidade de todos os cidadãos ao redor do mundo fossem conseguidas sem pegar em armas...sonhos de uma vida!

Larissa T.

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